Rodrigo Velloso, gerente de desenvolvimento de negócios do Google para América Latina, lembrou que as “oportunidades para transformar os negócios de vários segmentos são enormes”, mas que o Brasil em especial ainda tem de superar algumas barreiras. “No País, 4% da população tem a tecnologia 3G. No Japão já são 91%”, afirmou. “Aqui as operadoras ainda estão falando de torpedos e de preços de ligação. Estamos um estágio atrás de países como os Estados Unidos e até de regiões menos desenvolvidas.”
Gabriela Viana, diretora de marketing digital da Motorola, concordou com Velloso. “A Venezuela vende praticamente o dobro de smartphones do que o Brasil. Temos de fazer alguma coisa nesse sentido”, disse. Ela lembrou também que no País existe a limitação do pré-pago. “A relação de 80(% de pessoas com celular pré-pago) para 20 (% de pós-pago) vai demorar para mudar. Por que não olhar de maneira diferente para esses 80%?”, questionou.
Gabriela acredita que a disponibilidade de crédito seria uma boa opção a ser usada pelos anunciantes. “Esse potencial ainda é pouco utilizado nos projetos de mobile.”
Com uma leitura mais otimista do cenário brasileiro, Leo Xavier, diretor-geral da Pontomobi, sugeriu que as marcas invistam em aplicativos e em games. “Nos momentos de micro tédio. O celular é nosso amigo número 1″, lembrou. “Hoje existem 14 milhões de usuários de smartphones no Brasil. É um número muito legal.” Ele citou cases como o do Nivea Sun, que dá a previsão do tempo e lembra o usuário de celular que está na hora de repassar o filtro solar, e o do Luftal, um game em que o usuário vai estourando os gases com ícones da marca.
Osvaldo Barbosa, diretor geral de conteúdo e online da Microsoft Advertising, reforçou que o celular tem uma peculiaridade muito importante. “Ele é único É uma pessoa que o utiliza e isso te dá possibilidades para direcionar a publicidade para aquele indivíduo. Além disso, os recursos de target que temos no PC e temos no mobile”, afirmou. Para ele, a marca deve buscar o tipo de publicidade que melhor se adapte aos seus objetivos – seja display, aplicativo, vídeo… “A publicidade mobile está na infância. Ainda vai haver crescimento e muitas oportunidades para todos.”
Fonte: Proxxima