Vivemos até o fim do século passado uma complexa e profunda revolução de modelos. Partimos de uma sociedade industrial para o advento de uma nova era de conhecimento. Mas agora, quando nos deparamos com o início da segunda década do século 21, o que vislumbramos? Consumismo ou sustentabilidade?
Nunca o varejo teve tantas oportunidades de diferenciação como nos últimos tempos. Uma série de inovações tecnológicas, econômicas e culturais proporciona um rápido e cada vez mais dinâmico avanço nas relações entre as marcas e seus consumidores, principalmente no que tange ao ponto-de-venda, onde se tem maior ponto de contato com a marca.
A competitividade dos mercados e a globalização definiram um novo consumidor: mutante, conectado, que visualiza suas necessidades sob uma ótica holística e multicanal. Consumidores que compram e demandam mais de cada experiência tendem a gastar menos e exigir mais valor em todas as categorias e em todos os níveis de preço.
No âmbito do varejo, nos ambientes físicos – antes protagonistas da construção das experiências e das promessas da marca – também são percebidos os sinais de mudança.
Estes ambientes, outrora únicos, passam a contar com novos espaços que simulam o mundo conectado da internet. Nesta atmosfera paralela, consumidores pesquisam, compram, elogiam, recomendam o que compram ou o que irão comprar. São eles que definem comunidades e lifestyles, relacionamentos e informações. São eles que alteram padrões, recriando as maneiras de se envolver e, principalmente o espaço físico/simulado, onde as conexões emocionais se estabelecem e a imagem da marca toma corpo.
É a partir daí, deste boca-a-boca em larga escala, que se estabelece uma nova troca, onde os limites tendem a desaparecer em beneficio de consumidores inteligentes, racionais e pertencentes a um ecossistema empresarial que compartilha causas inspiradoras e focadas no desenvolvimento humano e social. Seria esta a evolução?
Leonardo Araújo
Diretor Executivo do Gad’ Retail
